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Política Internacional

Lindsey Graham: de inimigo a maior aliado de Trump

Lindsey Graham morreu aos 71 anos, horas depois de regressar da Ucrânia. Em 2015, chamou a Trump demagogo e fanático. Em 2026, brincou que ele não estava longe de Deus. Entre os dois extremos, disse a um jornalista, em 2019, uma explicação que se pode ler de duas maneiras diferentes — e que Graham nunca chegou a esclarecer melhor antes de morrer.

JD Vance no podcast de Joe Rogan: os limites da lealdade

Na segunda passagem pelo podcast de Joe Rogan, JD Vance pareceu cauteloso sobre a guerra do Irão, honesto sobre os ficheiros Epstein e preocupado com a desigualdade económica. Não se afastou de Trump em nenhum ponto que importasse.

Terras Raras no Brasil Não Resolvem a Dependência da China

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras e recusa escolher o lado entre Washington e Pequim. Mas o poder sobre este modelo não está nas reservas — está em quem a processa.

O dinheiro que a Europa tem e os mísseis que não existem

A Lockheed Martin fabrica cerca de 600 interceptores Patriot por ano. A Rússia dispara mais de 100 mísseis balísticos por mês só contra a Ucrânia. Em Ancara, os aliados comprometem-se a pagar 70 mil milhões de euros — mas nenhum valor resolve, por si só, o estrangulamento industrial que decide quantos mísseis chegam mesmo ao terreno.

A assimetria que decide guerras: PAC-3, mísseis russos e a corrida industrial na Ucrânia

Os Estados Unidos produzem cerca de cinquenta intercetores PAC-3 por mês. A Rússia fabrica cerca de três mísseis balísticos por dia. A guerra aérea sobre a Ucrânia é uma corrida industrial que o Ocidente está a perder.

Cuba: o Estado que não cai e a política que não funciona

Cuba atravessa a pior crise económica da sua história recente. A pressão americana voltou ao máximo, mas a lógica que deveria produzir a mudança continua sem funcionar. O resultado é um Estado enfraquecido que não cai e uma política externa que não encontra meios para os seus fins.

Bangladesh: a guerra no Irão chegou às bombas de gasolina

Daca, março de 2026. O conflito entre os EUA, Israel e o Irão perturbou as rotas de abastecimento no Golfo Pérsico. O Bangladesh, que importa 95% do seu petróleo, sentiu o impacto de imediato. As plataformas de ride-hailing mantiveram as comissões e as tarifas inalteradas. Os condutores sem salário fixo, sem benefícios e sem proteção contratual absorvem integralmente as perdas.

A China já não exporta apenas carros elétricos. Exporta o sistema que os produz

A China já não disputa apenas o mercado dos carros elétricos. Está a instalar no estrangeiro as fábricas, baterias, minerais e linhas de montagem que tornam essa indústria possível. Hungria e Indonésia mostram como a cadeia do veículo elétrico se tornou uma infraestrutura de poder.

Cuba não é a Venezuela. Por que razão o modelo Trump não funciona em Havana

A captura de Nicolás Maduro foi taticamente brilhante. Nos corredores de Washington, a euforia foi imediata — e com ela a ideia de que o mesmo podia ser feito em Cuba. Cuba tem 67 anos de poder ininterrupto, nenhum recurso de interesse comercial imediato e nenhum interlocutor identificado. A analogia venezuelana não é uma estratégia.

Inteligência artificial e a guerra: o conflito

A inteligência artificial não representa apenas um avanço tecnológico. Está a modificar as condições através das quais o poder é exercido, distribuído e contestado. O maior risco não é um conflito entre grandes potências — é a possibilidade de a natureza do conflito se alterar antes de as instituições compreenderem que o paradigma mudou.

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