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Revista

O HOMEM QUE REVIU O DIAGNÓSTICO – Marquês de Lafayette

Em agosto de 1792, Lafayette atravessou a fronteira austríaca à espera de asilo. Os austríacos prenderam-no. Ficou cinco anos em Magdeburgo. A questão não é que tipo de homem resiste a isso — é o que ele viu, naquele momento específico, que os outros não viram. E por que razão conseguiu vê-lo.

Quando Hollywood Perdeu o Controlo

Um filme recusado pelos distribuidores chegou a quatro mil salas porque uma comunidade online decidiu mobilizar-se. O caso Iron Lung revela como a autoridade cultural da indústria cinematográfica começa a deslocar-se para fora de Hollywood.

Taiwan é o teste decisivo de Washington

A decisão americana sobre o fornecimento de armas a Taiwan não é apenas militar. É temporal. Num contexto de rivalidade estrutural com a China, cada gesto redefine o ritmo da escalada. A verdadeira disputa não está no conteúdo dos pacotes defensivos, mas na capacidade de Washington demonstrar que controla o calendário da tensão — e que não reage ao que Pequim impõe. Taiwan tornou-se unidade de medida do equilíbrio estratégico.

Sudão: guerra de drones, ouro e fronteiras cinzentas

A guerra no Sudão está a mudar de forma: drones de longo alcance, cadeias logísticas visadas e um conflito cada vez mais dependente de patrocínios externos. Foi descrita a existência de uma base discreta num país vizinho, integrada num projeto civil, usada para apoiar operações. A tecnologia reduz o custo político da intervenção e aumenta a dificuldade de atribuição, enquanto o ouro alimenta caixas de guerra e prolonga o colapso.

Quando Westminster deixa de mandar

Há anos em que a política muda de protagonistas. E há anos em que muda de lugar. Em 2026, o Reino Unido viu cair referências antigas — do domínio bipartidário à autoridade da maioria — e assistiu ao recuo do Parlamento como centro reconhecido. Fragmentação, ruído digital e desconfiança criam um risco novo: governos legítimos no papel, contestados na rua.

Fascismo, sem uniformes: o sistema a ceder

Durante anos evitou-se uma palavra considerada excessiva. Mas quando a pressão deixa de ser episódica e passa a estrutural, a prudência lexical empobrece a análise. Este texto observa o fascismo como modo de funcionamento contemporâneo: a adaptação das instituições, a legalidade seletiva e a organização do medo como instrumento de governação.

O poder que já não pede consenso

Durante décadas, governar implicou explicar. Hoje, em muitas democracias, implica avançar primeiro e discutir depois. A partir de uma cena judicial aparentemente banal, este ensaio analisa como a aceleração do poder deslocou o tempo da política, empurrou a deliberação para trás e transformou o consenso num detalhe opcional.

Como os Templários fizeram da disciplina uma arma de choque

Há palavras que, quando entram num campo de batalha, deixam de ser metáforas. “Bandeira”, por exemplo, não é pano, nem símbolo, nem decoração. É direção. É ponto de encontro. É limite. É ordem em movimento.

Quando a História se Torna um Jogo de Espelhos

Da literatura aos memes, da imagem à inteligência artificial, a História saiu dos arquivos e entrou num campo de disputa simbólica. O que está em risco não é apenas o passado, mas a possibilidade de uma memória comum.

China e os bebés CRISPR: o artigo oficial que celebrou e foi apagado

Há histórias que se contam pelo que fica impresso. Esta conta-se pelo que foi retirado. No caso dos bebés CRISPR na China, o instante decisivo não está apenas no ato de um cientista, mas no movimento institucional: publicar a celebração, apagar o carimbo, deixar a porta entreaberta.

Leitura Essencial

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