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Donald Trump

O Pentágono prepara a invasão e Islamabade tenta evitá-la

A questão não é se os EUA conseguem invadir. É o que acontece depois.

Escoltar o perigo

Em 1988, o USS Samuel B Roberts regressava de uma missão de escolta quando uma mina iraniana abriu um rombo de nove pés no seu casco. Quase quatro décadas depois, Washington calcula se consegue fazer o mesmo sem o mesmo resultado. O problema não é vontade política. É que os navios de guerra americanos têm casco simples — e os petroleiros que escoltam têm casco duplo. Em 1987, foi o petroleiro que sobreviveu intacto. Os destroyers ficaram atrás, protegidos pelo navio que deviam proteger.

Ormuz: quando a força não produz desfecho – DESPACHO

Os Estados Unidos mantêm superioridade militar, mas não conseguem transformar essa vantagem em controlo político do conflito. No Estreito de Ormuz, o Irão não precisa de vencer em campo aberto — basta-lhe impedir a normalidade, pressionar os mercados e prolongar a fricção entre força e desfecho. É nessa assimetria que a guerra se torna mais reveladora: Washington consegue golpear, mas ainda não demonstrou que sabe fechar.

Guerra EUA–Irão: força militar máxima, coerência mínima

Os Estados Unidos continuam a intensificar ataques enquanto afirmam estar próximos do fim da guerra, mas não conseguem controlar o seu ponto crítico: o Estreito de Ormuz. O Irão não precisa de vencer militarmente — basta-lhe manter a perturbação suficiente para impedir a normalidade. Essa tensão entre força e desfecho transforma o conflito numa guerra aberta, sem solução clara à vista.

O satélite como instrumento de Estado

A Planet Labs não fez apenas uma escolha operacional: consolidou um precedente. Ao atrasar o acesso público a imagens do Médio Oriente, mostrou como empresas privadas de observação terrestre podem regular, em alinhamento prático com Estados, o arquivo visual da guerra. O problema não é só a segurança operacional. É a possibilidade de o registo verificável dos conflitos passar a depender de atores privados sem supervisão pública proporcional ao poder que exercem.

Sete Dias que Mudaram a Guerra

Uma semana após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, a campanha militar já alterou o equilíbrio do Médio Oriente, mas continua sem produzir uma solução política.

Dois Príncipes, Dois Caminhos

Durante anos, Riade e Abu Dhabi pareciam representar um mesmo projeto regional. Hoje, diferenças estratégicas, ambições económicas e novas dinâmicas de poder transformam essa parceria numa competição silenciosa pelo futuro do Golfo.

Erros estratégicos dos Estados Unidos

A maior potência militar da história continua a produzir decisões estratégicas cujas consequências contradizem as expectativas iniciais. Iraque, Afeganistão e Líbia revelam um paradoxo persistente: capacidade tecnológica esmagadora, mas dificuldade em converter poder militar em estabilidade política.

O Sistema sem Árbitro

Khamenei não governava por decreto. Governava por arbitragem — a capacidade de resolver, em privado e com autoridade final, os conflitos que nenhuma constituição resolve. Essa função não está inscrita em nenhum artigo. Não é transferível por nomeação. E não tem substituto à vista.

A Europa paga uma guerra que não controla

Entre fábricas, contratos e prazos de entrega, a Europa está a construir capacidade que faltou no início da guerra. Esta análise mostra o que está a ser produzido, quando ficará operacional e porque esse calendário já não serve o conflito atual.

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