A 15 de junho, JD Vance validou à distância o fim de uma guerra com o Irão. Um dia depois, publicou "Communion", livro que o descreve como guardião de uma civilização cristã ameaçada pelo secularismo e pela imigração em massa. As duas datas não estavam coordenadas — mas dizem a mesma coisa sobre o vice-presidente.
Nenhum dos dois homens que a ICE matou recentemente, no Texas e no Maine, era quem a operação procurava. Um ensaio sobre o que desaparece quando o encontro entre o Estado e o corpo deixa de ter porta para bater.
Os Estados Unidos destruíram centenas de posições iranianas, mas o tráfego no Estreito de Ormuz continua residual. Sem uma ocupação terrestre, Washington terá de manter as escoltas prolongadas ou negociar contrapartidas com Teerão.
Lindsey Graham morreu aos 71 anos, horas depois de regressar da Ucrânia. Em 2015, chamou a Trump demagogo e fanático. Em 2026, brincou que ele não estava longe de Deus. Entre os dois extremos, disse a um jornalista, em 2019, uma explicação que se pode ler de duas maneiras diferentes — e que Graham nunca chegou a esclarecer melhor antes de morrer.
Na segunda passagem pelo podcast de Joe Rogan, JD Vance pareceu cauteloso sobre a guerra do Irão, honesto sobre os ficheiros Epstein e preocupado com a desigualdade económica. Não se afastou de Trump em nenhum ponto que importasse.
Um juiz federal anulou a taxa de cem mil dólares que a administração Trump impôs aos vistos H-1B. Mas entre setembro de 2025 e junho de 2026, apenas oitenta e cinco empresas chegaram a pagá-la. A taxa nunca funcionou como imposto — funcionou como ameaça.
Em novembro de 2025, o secretário da Marinha John Phelan cancelou o maior programa de fragatas em construção nos Estados Unidos. Sete meses depois, foi despedido por ser demasiado lento a corrigir o problema. Por detrás do episódio está uma genealogia de vinte e cinco anos de programas navais falhados — e uma indústria que já não tem capacidade de os cumprir.
Encerrar Delaney Hall não resolveria o problema que os manifestantes dizem querer resolver. A Geo Group diversificou o negócio ao ponto de o fim físico da instalação deixar praticamente intacta a receita que retira do sistema de detenção de imigrantes. A mesma empresa que fatura com camas ocupadas fatura também com pulseiras eletrónicas em quem é libertado.
A aplicação da lei de imigração nos Estados Unidos já não passa apenas pela detenção e pela deportação. Pulseiras, aplicações, contratos privados e remoções para terceiros países fazem parte do mesmo sistema de fiscalização migratória.
A construção naval americana precisa de incorporar novos trabalhadores em grande escala. O problema não é apenas contratar: os ofícios qualificados e que exigem anos de prática e conhecimento tácito transmitido entre gerações.