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Donald Trump
Análises e notícias sobre Donald Trump — política norte-americana, justiça, comunicação e impacto global.
Quando a Cadeia de Comando Treme – China
A modernização das Forças Armadas chinesas decorre num contexto de substituições sucessivas no topo da hierarquia. Mais do que um problema de nomes, está em causa a forma como um sistema militar funciona quando a continuidade do comando é substituída por vigilância permanente.
A chamada que abriu uma falha na justiça federal nos EUA
Numa chamada telefónica com procuradores federais, o comandante da Border Patrol Gregory Bovino terá feito comentários a gozar com a fé do procurador Daniel N. Rosen, que observa o Shabbat. O episódio, relatado por fontes com conhecimento da conversa, não é apenas político: pode criar uma obrigação legal de divulgação em tribunal, com impacto direto em processos e testemunhos.
A janela Davidson e a máquina da dissuasão
Em 2021, Philip Davidson levou ao Senado uma régua temporal: Pequim teria um objetivo sério sobre Taiwan antes de 2027; a ameaça poderia manifestar-se nos seis anos seguintes. A frase ganhou nome — “Davidson Window” — e, dentro do ano, surgiu uma resposta visível: 7,1 mil milhões para a Pacific Deterrence Initiative. Este texto não discute previsões como fatalidades; observa o mecanismo: como um sistema sob pressão transforma tempo em política, e política em sinal.
Melania: o estilo como tecnologia de poder
O filme que acompanha vinte dias na vida de Melania Trump não é apenas um retrato doméstico do “lado de dentro” do poder. É uma operação de imagem: reuniões, rituais, segurança, música, guarda-roupa e controlo de enquadramento a funcionar como linguagem política. O resultado é um paradoxo: quanto mais a primeira-dama americana parece afastar-se do debate, mais o filme a coloca no centro da máquina simbólica do trumpismo.
Personalismo e Instabilidade nas Grandes Potências
Em Janeiro de 2026, Trump descreveu o limite do seu poder como sendo a sua “moral” e a sua “mente”. A frase é um indicador: quando a política externa se afasta de processos e instituições e se aproxima da psicologia do topo, cresce a imprevisibilidade e o erro de cálculo. Esta análise examina o personalismo nas três potências centrais — EUA, China e Rússia — e os seus efeitos em alianças, negociações e risco sistémico.
A VERSÃO ANTES DO FACTO
Há momentos em que o facto não chega primeiro: chega a versão. Em Minnesota, a violência filmada abriu uma disputa imediata pela interpretação — nas ruas, nas redes e nos corredores de Washington. O que está em causa não é apenas quem disparou, ou quem mandou. É quem consegue fixar, para o público e para a História, o sentido do que vimos — e do que preferíamos não ter visto.
A ambiguidade de Washington e o risco de Taiwan
O risco em Taiwan não se mede apenas em navios, mísseis ou orçamentos. Mede-se em sinais: o que Washington diz, o que não diz, e o que Pequim escolhe acreditar. Entre exercícios de cerco, acordos de armamento e uma estratégia americana virada para o Hemisfério Ocidental, a convicção chinesa sobre “reunificação” ganhou densidade em 2025. Esta análise lê o perigo como um sistema sob pressão: política interna, cálculo de custos e a corrosão da dissuasão.
A direita europeia perante o custo de Washington
Durante anos, a ascensão de Donald Trump foi lida por muitos partidos nacionalistas europeus como um sinal favorável. Hoje, a associação a Washington tornou-se um risco político. À medida que a retórica passa a ação — ameaças territoriais, pressão económica e gestos de força — cresce a fricção entre duas ideias de soberania: a que se invoca em campanha e a que se exerce pelo poder. Esta análise mostra como essa tensão está a corroer alianças, discursos e margens de manobra na direita europeia.
Fascismo, sem uniformes: o sistema a ceder
Durante anos evitou-se uma palavra considerada excessiva. Mas quando a pressão deixa de ser episódica e passa a estrutural, a prudência lexical empobrece a análise. Este texto observa o fascismo como modo de funcionamento contemporâneo: a adaptação das instituições, a legalidade seletiva e a organização do medo como instrumento de governação.
Canadá: Carney e a estratégia das potências intermédias
O aplauso em Davos soou menos a entusiasmo do que a reconhecimento: a força voltou a falar sem máscara. Mark Carney apresenta o Canadá como potência intermédia e propõe “gestão de risco”: coordenação entre países do meio, redundância económica e disciplina interna para resistir à coerção e à exploração de fissuras domésticas.


