A crise de Ormuz mostra como energia, guerra, seguros marítimos e circulação global continuam dependentes de um corredor físico estreito no Golfo Pérsico.
A Índia ganhou peso na ordem asiática, mas continua exposta a rotas energéticas que não controla. Ormuz, China, tapentadol e Tibete mostram vulnerabilidades diferentes da mesma ascensão. A autonomia estratégica indiana depende da capacidade de absorver choques sem transferir sempre o custo para os mais frágeis.
No nordeste do Qatar, a maior planta de gás natural liquefeito do mundo está parada. Não é uma metáfora — é maquinaria fria, navios sem carga, terminais à espera. Quatro semanas depois de Washington e Israel lançarem ataques sobre o Irão, o que o conflito está a revelar não é uma crise energética. É a descoberta de que a arquitectura da globalização foi construída sobre uma premissa que nunca foi escrita em nenhum tratado: que certos chokepoints nunca seriam testados.