ANÁLISE · Cultura · França · Património e Poder.
Há um minuto que se repete, todos os dias, com variações mínimas: a fila estreita, o passo acelerado, a mão que sobe com o telemóvel já em modo retrato, o olhar que tenta encontrar, por cima de ombros alheios, um retângulo de tinta protegido por um vidro e por um cordão invisível de vigilância. No centro da confusão, uma figura pequena — não pequena em arte, mas pequena em escala — cumpre o seu papel: ser vista, sem permitir que o ver aconteça.
A operação que foi anunciada para Museu do Louvre parte de uma promessa simples e, por isso, perigosamente política: dar ao visitante um encontro menos caótico com a Mona Lisa. Diz-se que, no futuro, o quadro ficará no coração de uma sala desenhada exclusivamente para ele. E que esse dispositivo permitirá algo como um “face a face” com duração suficiente para que o olhar deixe de ser apenas reflexo condicionado pela multidão.
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