O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras e recusa escolher o lado entre Washington e Pequim. Mas o poder sobre este modelo não está nas reservas — está em quem a processa.
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma indústria de software. Tornou-se uma indústria pesada — que precisa de terreno, energia, semicondutores e política de Estado. A camada decisiva deslocou-se dos modelos para a infraestrutura que os sustenta. Quem a controla, decide.
A Spacesail tem duzentos satélites. A Starlink tem sete mil. A diferença técnica é real — mas não é onde a competição está a acontecer. A empresa chinesa entra sistematicamente nos mercados onde a SpaceX gerou fricção política, e isso é suficiente para comprometer a trajetória de crescimento da maior IPO da história.
Em janeiro de 2026, o Chile aprovou um cabo submarino da China Mobile para ligar Valparaíso a Hong Kong. Dois dias depois de funcionários do ministério serem convocados à embaixada americana em Santiago, a aprovação foi retirada. O projeto não está cancelado nem aprovado.
Dois homens armados levaram treze gravuras de Matisse e Portinari da Biblioteca Municipal Mário de Andrade em São Paulo. O assalto em plena luz do dia revela não apenas falhas de segurança, mas uma questão mais profunda sobre como o Brasil protege o seu património artístico em espaços públicos de acesso livre.
Brasil introduz o combate à xenofobia e à violência de género na agenda com Portugal, reforçando o diálogo consular e comunitário entre os dois países.