A Colômbia e o Peru elegeram, por margens estatisticamente ínfimas, dois presidentes que prometem replicar o Cecot salvadorenho. Nenhum dos dois países debateu, com a mesma clareza, o resto do pacote que normalmente acompanha essa promessa: concentração de poder, debilitação judicial, detenções sem processo devido.
Desde 2020, Hong Kong vive entre duas leituras inconciliáveis: a de Pequim, que vê na lei de segurança nacional uma correcção necessária contra a subversão, e a de quem a entende como mecanismo de intimidação, vagueza jurídica e autocensura. A questão já não é só o que a lei proíbe, mas o que a cidade passa a evitar.
Todos os anos morrem entre 60 e 70 pessoas nas prisões portuguesas. A maioria sucumbe a doença, uma parte decide pôr termo à vida. Os números oficiais escondem um problema mais fundo: falta de cuidados, ausência de respostas em saúde mental e prisões usadas como depósito de vulnerabilidade.
A Polícia Metropolitana de Londres avalia exigir que agentes declarem filiação na Maçonaria, medida que levanta debate sobre transparência e direitos individuais.