Magnifica Humanitas, a encíclica de Leão XIV sobre inteligência artificial, não é uma condenação da tecnologia. É uma tentativa de recolocar a pessoa humana no centro de sistemas que já mediam trabalho, escola, verdade, guerra, liberdade e poder. Um texto de contexto para perceber por que motivo a IA entrou no coração da Doutrina Social da Igreja.
A encíclica Magnifica Humanitas, de Leão XIV, desloca a inteligência artificial do campo da inovação para o terreno do poder. A questão já não é apenas o que a máquina consegue fazer, mas quem controla os sistemas, quem responde pelas suas decisões e que lugar resta à dignidade humana quando trabalho, verdade, liberdade, guerra e democracia passam a ser mediados por infraestruturas privadas e opacas.