Um mapa plano faz a Gronelândia parecer enorme e distante. Medida com precisão, e vista num globo, a ilha está mesmo no centro do território da NATO — e a meio da rota mais curta entre Moscovo e Washington.
Um trabalhador filipino monitoriza dez doentes em cuidados intensivos, avalia sinais vitais e decide quando alertar a equipa presencial — tudo a partir de casa, por 5 a 10 dólares à hora. A lei americana só não deixa chamar-lhe uma coisa: enfermeiro. É essa exclusão, não a tecnologia, que torna o modelo possível.
Durante anos, Washington avisou a presidência mexicana de que a embaixada russa em Cidade do México se tornara um dos maiores centros de espionagem de Moscovo no mundo. Houve listas, dossiês e promessas de cooperação. Mas quase ninguém foi expulso. O resultado: o México converteu-se no ponto cego mais sensível da segurança norte-americana.