A defesa europeia tornou-se uma questão de soberania prática: a Europa quer autonomia, mas continua dependente da NATO, dos Estados Unidos, da indústria militar e da coerência política interna.
NATO e União Europeia intervêm hoje sobre os mesmos dossiês de defesa. O que era descrito como divisão de funções tornou-se zona de sobreposição com fricção real. Quem enquadra as decisões passa a determinar quem produz e com que dependências.
O abate do F-15E alterou o equilíbrio narrativo da guerra.
Washington e Teerão leram o mesmo episódio como sinal de vantagem.
Esse duplo encorajamento torna a escalada mais provável.
Durante anos, a ascensão de Donald Trump foi lida por muitos partidos nacionalistas europeus como um sinal favorável. Hoje, a associação a Washington tornou-se um risco político. À medida que a retórica passa a ação — ameaças territoriais, pressão económica e gestos de força — cresce a fricção entre duas ideias de soberania: a que se invoca em campanha e a que se exerce pelo poder. Esta análise mostra como essa tensão está a corroer alianças, discursos e margens de manobra na direita europeia.
A suspensão da ratificação de um acordo comercial UE–EUA não foi um gesto técnico: foi uma demonstração de método. Ao travar o acesso sem fricção ao mercado europeu, Bruxelas ensaia a coerção económica como linguagem política — um campo intermédio entre diplomacia e confronto. Este texto lê o padrão: como alianças antigas entram em modo de teste, como o “comércio” passa a significar soberania e como o precedente criado hoje altera o cálculo de amanhã.
A Comissão Europeia e o Ministério do Comércio da China anunciaram, na segunda-feira, orientações que podem abrir caminho à redução, ou mesmo à suspensão,...
A União Europeia deu luz verde política ao acordo comercial com o Mercosul, após anos de bloqueio. Segue-se assinatura e votação no Parlamento Europeu.
NOTÍCIA
A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira que vai propor a abertura de um Procedimento por Défice Excessivo (PDE) à Finlândia, após avaliar a situação...
Os principais banqueiros nacionais consideram que Mário Centeno reúne condições para surgir como um candidato sério à vice-presidência do Banco Central Europeu. A posição...
A Comissão Europeia adiou para finais de março a decisão sobre a linha violeta, após abrir uma investigação a alegados apoios estatais à CRRC, futura subcontratada no projeto.