Uma empresa portuguesa paga 780 euros por tonelada de aço que um concorrente turco compra por 500 dólares. A produção na Albânia ajuda a explicar essa diferença e expõe os limites das barreiras europeias.
A 12 de setembro de 1990, em Moscovo, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Soviética, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França e das duas Alemanhas assinaram o Tratado Dois Mais Quatro. Mas os livros tinham ficado fora dessa resolução.
A Europa importa semicondutores de Taiwan direta e indiretamente, incorporados em módulos e peças produzidos noutros países. Uma interrupção revelaria dependências que muitas empresas ainda não conseguem localizar nas próprias cadeias.
Uma guerra por Taiwan atingiria a Europa antes de qualquer decisão militar. Chips, rotas marítimas, sanções e recursos de defesa colocariam fábricas e governos sob pressão.
A Europa aumentou a despesa militar para níveis históricos, mas continua dependente dos Estados Unidos em capacidades decisivas. A mobilidade, o comando, a vigilância e o reabastecimento ainda limitam a autonomia militar europeia.
A sucessão de Vladimir Putin não eliminará os objetivos estratégicos russos. A Europa precisa de uma política duradoura para a Rússia, a Ucrânia e a sua própria segurança.
A Europa possui satélites militares avançados, centros de análise e meios coletivos de vigilância. A vulnerabilidade surge quando dados controlados por vários Estados têm de ser combinados e enviados ao comando antes de perderem valor operacional.
A Europa dispõe de vários sistemas nacionais de comunicações militares por satélite. A NATO e a União Europeia permitem distribuir parte dessa capacidade, mas o acesso depende dos países que controlam os satélites, dos terminais disponíveis e das prioridades definidas durante cada operação.
A União Europeia contratou uma constelação de 290 satélites para o IRIS². Antes da entrada em funcionamento prevista para o final da década, terá ainda de industrializar terminais, instalar o segmento terrestre e integrar a nova capacidade no GOVSATCOM.
A defesa europeia tornou-se uma questão de soberania prática: a Europa quer autonomia, mas continua dependente da NATO, dos Estados Unidos, da indústria militar e da coerência política interna.