Reforçar o apoio à Ucrânia é uma das respostas que o general Alexus Grynkewich propõe às sabotagens e a outros ataques atribuídos à Rússia contra países aliados. No Fórum de Segurança de Varsóvia, em 12 de outubro de 2026, o comandante supremo aliado na Europa identificou medidas concretas para contrariar aquilo que descreveu como uma tentativa de enfraquecer a vontade ocidental de continuar a apoiar Kiev.
Sabotagens russas: atribuição e apoio à Ucrânia
O general começou pela atribuição dos ataques. Quando o país atingido estiver preparado e tiver cumprido os requisitos legais necessários para identificar o responsável, defendeu que essa identificação seja tornada pública. Explicou que Moscovo deve perceber que as suas redes podem ser detetadas e que os aliados conseguem determinar a origem das operações.
A segunda resposta proposta foi aumentar o apoio à Ucrânia. Grynkewich mencionou contribuições adicionais para o programa PURL e doações de intercetores de defesa aérea. Apresentou essas medidas como uma forma de demonstrar que os ataques produzem o efeito contrário ao pretendido: em vez de reduzirem o apoio, reforçam a determinação dos aliados.

O general pediu ainda consultas entre os membros da NATO sobre as respostas e a comunicação pública. Defendeu uma posição coerente, evitando iniciativas avulsas e mensagens contraditórias que possam criar confusão. Incluiu nessa coordenação a necessidade de comunicar claramente aos russos onde estão as linhas vermelhas. Na sessão de perguntas, não especificou quais seriam essas linhas nem anunciou uma resposta militar automática a cada incidente.

Por que apresentar a teoria agora
As sabotagens e os incêndios também surgiram na explicação para a divulgação pública da Teoria da Vitória. Questionado sobre a escolha do momento, Grynkewich disse que a versão classificada tinha sido finalizada cerca de três meses antes. Associou a decisão de a apresentar ao ambiente de segurança e à inquietação das populações perante os incidentes.
Identificou dois destinatários para essa apresentação: os cidadãos dos países aliados, a quem quis assegurar que existem capacidades e preparação para responder, e os possíveis adversários, a quem procurou advertir contra um ataque à Aliança.
Ucrânia e Artigo 5.º
A Ucrânia ocupou outra parte da conversa. Grynkewich afirmou que a linha da frente estava amplamente estabilizada e elogiou a capacidade de adaptação dos militares ucranianos perante diferenças de efetivos e recursos. Sobre os ataques à infraestrutura energética, antecipou um inverno difícil para a população, mas considerou que não conseguiriam quebrar a sua determinação.

Referiu também a aprendizagem militar proporcionada pela guerra. Destacou os drones de curto e longo alcance, a necessidade de sistemas disponíveis em grande quantidade e a importância da guerra eletrónica. Disse que os parceiros ucranianos estão a colaborar com a NATO para melhorar as suas capacidades.

Questionado sobre a possibilidade de uma falha política na aplicação do Artigo 5.º, invocou o compromisso assumido pelos 32 aliados e afirmou confiar na palavra dos seus dirigentes. Numa pergunta separada sobre a presença de tropas terrestres americanas numa futura resposta, recordou os contingentes já colocados na Polónia e no flanco oriental, mas esclareceu que a distribuição de forças é uma decisão política.
Na resposta às sabotagens, a proposta concreta do comandante foi tornar pública a responsabilidade quando demonstrada, coordenar a reação dos aliados e aumentar o apoio à Ucrânia. Não anunciou novas operações nem quantificou contribuições: indicou medidas que os governos poderiam adotar.
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Fonte
Vídeo da intervenção e da sessão de perguntas no Fórum de Segurança de Varsóvia, nomeadamente 17:34–18:48, 21:21–26:08 e 26:12–28:39.
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