A 21 de outubro de 1147, os defensores de Lisboa pediram tréguas e entregaram cinco reféns. Nos dias seguintes negociaram os termos da rendição, termos que a entrada dos cruzados na cidade não respeitou. O único relato pormenorizado do episódio foi escrito por alguém do lado que saiu ileso dessa violação.
Da literatura aos memes, da imagem à inteligência artificial, a História saiu dos arquivos e entrou num campo de disputa simbólica. O que está em risco não é apenas o passado, mas a possibilidade de uma memória comum.
Vasco Lourenço contestou a comissão criada pelo Governo para as comemorações dos 50 anos do 25 de Novembro, classificando-a como uma “palhaçada” e recusando participar nas iniciativas oficiais.
Lisboa atravessou, em outubro de 1921, uma noite de perseguições e execuções que revelou a fragilidade da Primeira República. O que aconteceu — e o que nos diz hoje.