O vocabulário britânico não coincide inteiramente com o usado por Paris. Na declaração assinada a 14 de julho, a França autorizou a produção licenciada de mísseis SCALP na Ucrânia antes do final de 2026. Londres refere-se agora a montagem. Uma fábrica pode montar o míssil sem produzir os seus componentes principais.
Porto e Londres procuram regular a vida noturna entre queixas de ruído, custos crescentes e espaços culturais frágeis. As decisões municipais determinam que locais conseguem permanecer abertos.
A Europa aumentou a despesa militar para níveis históricos, mas continua dependente dos Estados Unidos em capacidades decisivas. A mobilidade, o comando, a vigilância e o reabastecimento ainda limitam a autonomia militar europeia.
Sem a Marinha dos Estados Unidos, a defesa do Atlântico Norte dependeria de uma força liderada pelo Reino Unido, pela Noruega e pela França. Os aliados poderiam vigiar as saídas do Ártico e proteger setores prioritários, mas teriam menos meios para sustentar várias operações ao mesmo tempo?
A Europa possui satélites militares avançados, centros de análise e meios coletivos de vigilância. A vulnerabilidade surge quando dados controlados por vários Estados têm de ser combinados e enviados ao comando antes de perderem valor operacional.
A Europa dispõe de vários sistemas nacionais de comunicações militares por satélite. A NATO e a União Europeia permitem distribuir parte dessa capacidade, mas o acesso depende dos países que controlam os satélites, dos terminais disponíveis e das prioridades definidas durante cada operação.
Os indianos nascidos no estrangeiro tornaram-se, pela primeira vez, o maior grupo de origem estrangeira na Austrália, ultrapassando os britânicos. A visita triunfal de Modi a Melbourne esconde uma contradição: quanto mais estes países cortejam a Índia, mais difícil se torna para um indiano comum lá chegar.
A Europa conservaria exércitos, marinhas, aviação e duas forças nucleares sem os Estados Unidos. O problema seria substituir o comando, a inteligência, a logística e a garantia política que hoje transformam forças nacionais numa defesa coletiva.
Andy Burnham sucede a Keir Starmer como primeiro-ministro britânico, o sétimo em dez anos. Ao seu programa chama "Manchesterismo", inspirado no seu historial como presidente da Grande Manchester. Mantém, porém, as regras fiscais do antecessor e escolheu John Healey, até então secretário da Defesa, para Chanceler do Tesouro.