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Humanas

O Corredor dos Cinquenta e Quatro Quilómetros | Estreito de Hormuz

Entre a Península Arábica e o Irão existe um corredor marítimo de apenas 54 quilómetros. Por ele passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Na guerra atual, esse estreito tornou-se o ponto onde um país militarmente mais fraco pode transformar risco global em poder estratégico.

Quando um Estado Não Tem Nada a Perder

Quando o adversário declara que o objetivo é a tua eliminação, a racionalidade muda de forma. Não porque os atores se tornem irracionais — mas porque a lógica da sobrevivência existencial produz conclusões que a análise convencional não está preparada para nomear. Este artigo nomeia-as.

A aliança que funciona e já não existe

Os líderes europeus aplaudiram Marco Rubio, tranquilizaram-se mutuamente e regressaram às capitais com uma certeza que nenhum formulou em público: o quadro que organizou a segurança ocidental desde 1949 deixou de ser percebido como garantido. Não foi declarado morto. Foi substituído por algo sem nome ainda.

Contra-terrorismo na Europa: por que falhou desde 1985?

Menos ataques não significa menos risco: a radicalização juvenil online expõe limites políticos de coordenação, força e conhecimento no contra-terrorismo europeu.

Reconhecimento Biométrico – Vigilância e Poder

A biometria entrou na vida comum como conforto: desbloquear, pagar, atravessar um torniquete. Mas o mesmo ato — transformar um corpo em padrão — serve também o Estado e o mercado quando a pressão é segurança, disciplina ou controlo. Entre falsos positivos, dados e cruzamento de identidades digitais, a conveniência muda de estatuto: deixa de ser opção e torna-se infra-estrutura. E infra-estruturas raramente pedem consentimento.

Venezuela e a ilusão da decapitação

A extração de Maduro muda o rosto, não o Estado. Em colapsos prolongados, remover o topo não produz transição: abre concorrência por força e rendimentos. Com a economia esmagada, a indústria petrolífera degradada e redes armadas a lucrar com a fragmentação, o cenário mais provável é colapso estabilizado — e a região paga o custo.

Ser levado a passear: o controlo invisível na China

Durante grandes eventos políticos e diplomáticos, o Estado chinês evita prisões públicas e confrontos diretos. Em vez disso, afasta fisicamente os críticos e ativistas através de deslocações temporárias, totalmente supervisionadas. Conhecida como bei lüyou (“ser levado a passear”), esta prática ilustra um modelo de controlo que privilegia a previsibilidade, a gestão do risco e a neutralização silenciosa da dissidência, tanto no espaço físico como no digital.

China e Europa: duas formas de decidir

Em 2023, Bruxelas respondeu à corrida da IA com legislação; Pequim respondeu com eletricidade, centros de dados e ordens de execução. A partir desse contraste, este texto segue a pista que mais custa admitir: não é uma guerra de valores — é uma disputa de tempo, energia e escala.

Bandeira, cavalo e medo: a máquina da disciplina – Templários

Há sistemas que falam da guerra como glória. Aqui, a guerra aparece como governança: autorização para galopar, treinar, reparar, emprestar; inspeções após Matinas e Completas; armas essenciais que não podem ser alienadas; gestão rígida da bandeira para evitar pânico; e penas que atingem o hábito quando a negligência, o prazer ou o impulso criam dano. O risco é tratado como coisa administrável — ou como falha interna.

Canadá: Carney e a estratégia das potências intermédias

O aplauso em Davos soou menos a entusiasmo do que a reconhecimento: a força voltou a falar sem máscara. Mark Carney apresenta o Canadá como potência intermédia e propõe “gestão de risco”: coordenação entre países do meio, redundância económica e disciplina interna para resistir à coerção e à exploração de fissuras domésticas.

Leitura Essencial

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