Rússia e China identificaram uma vulnerabilidade no segundo mandato de Trump: a sua necessidade compulsiva de fechar acordos a curto prazo. Moscovo molda plano de paz na Ucrânia que garante território e bloqueia NATO. Pequim pressiona para Washington abandonar Taiwan. Aliados europeus e asiáticos assistem alarmados enquanto ordem de segurança liderada pelos EUA se desfaz.
Na China urbana, cães e gatos já não são só companhia: são família. Quando morrem, muitos donos recorrem a rituais budistas e taoistas, apps como o Xiaohongshu e templos que começam a aceitar cinzas e altares para animais. A religião está a ser obrigada a responder a uma pergunta simples e difícil: também há céu para os bichos?
Um dos economistas mais influentes da China avisou que a explosão de investimento em inteligência artificial nos Estados Unidos tem todas as características de uma bolha especulativa — e que o seu rebentamento poderá acontecer nos próximos cinco anos. Justin Yifu Lin defende resposta radical: política fiscal e monetária expansionista para acelerar crescimento chinês acima dos 8% anuais.
A guerra entrou numa fase em que a velocidade da máquina ultrapassa a do julgamento humano. A decisão mais difícil do nosso tempo já não é tecnológica, mas ética.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
Aurelian Draven explica porque uma invasão chinesa de Taiwan seria um pesadelo operacional: estreito hostil, ilha fortificada, cidades-labirinto e risco de choque direto entre grandes potências.
A Moore Threads levantou mais de mil milhões de dólares numa estreia em bolsa onde as ações subiram 425% no primeiro dia. Pequim tenta construir uma indústria doméstica de semicondutores para inteligência artificial independente da tecnologia americana, enquanto Washington multiplica restrições de exportação.
Donald Trump publicou um documento de 33 páginas que marca uma viragem na forma como Washington se posiciona no mundo. Oito anos depois de ter reconhecido formalmente a competição entre grandes potências, a nova estratégia nacional retira os Estados Unidos dessa corrida — privilegiando o hemisfério ocidental e tratando o comércio como ameaça equivalente à capacidade militar chinesa.
Secretários de Estado portugueses ignorados em Macau enquanto ex-governante foi recebido. Pequenos gestos diplomáticos revelam grandes mudanças de poder.
A Alemanha está a reconstruir, em silêncio, o papel de plataforma logística da NATO em caso de guerra com a Rússia, num regresso assumido à lógica estratégica da Guerra Fria.