A decisão americana sobre o fornecimento de armas a Taiwan não é apenas militar. É temporal. Num contexto de rivalidade estrutural com a China, cada gesto redefine o ritmo da escalada. A verdadeira disputa não está no conteúdo dos pacotes defensivos, mas na capacidade de Washington demonstrar que controla o calendário da tensão — e que não reage ao que Pequim impõe. Taiwan tornou-se unidade de medida do equilíbrio estratégico.
A Rússia não tem soldados suficientes para combater na Ucrânia sem ajuda externa. A ajuda que procura não é a de aliados: é a de cidadãos africanos recrutados por engano, transportados com vistos falsos e enviados para a linha de frente sem possibilidade de saída. O modelo é antigo. A escala é nova.
Um cidadão sem treino de espionagem roubou dispositivos de serviço a um militar NATO num hotel de Lisboa e foi, fisicamente, à embaixada russa tentar vendê-los. A tentativa falhou por incompetência do autor, não por eficácia do sistema. Essa distinção é o centro de tudo — e a pergunta que o caso deixa em aberto é o que teria acontecido com alguém mais capaz.
José Luís Carneiro critica o modo como o primeiro-ministro está a apresentar o novo pacote laboral, acusando o Governo de não respeitar a palavra dada aos trabalhadores.