Ergue-se no silêncio como uma ideia antiga: pedra sobre pedra, andar sobre andar, enquanto o mundo à volta se move devagar. O pagode não vigia — observa. E nessa verticalidade calma há uma promessa de ordem, tempo e distância, como se a paisagem inteira respirasse ao ritmo da sua sombra.
Há histórias que se contam pelo que fica impresso. Esta conta-se pelo que foi retirado. No caso dos bebés CRISPR na China, o instante decisivo não está apenas no ato de um cientista, mas no movimento institucional: publicar a celebração, apagar o carimbo, deixar a porta entreaberta.
Quando a pergunta é sobre linhas vermelhas e compromissos, Trump responde com uma coisa mais frágil — e, por isso, mais reveladora: a sua própria presença. Taiwan surge, ao mesmo tempo, como risco militar e como motor industrial; mas o centro do argumento não é a arquitetura estratégica americana — é o relógio político.
A Comissão Europeia e o Ministério do Comércio da China anunciaram, na segunda-feira, orientações que podem abrir caminho à redução, ou mesmo à suspensão,...
Uma livraria retira livros sem receber ordens. Um jornal fecha antes de ser “proibido”. Em Hong Kong, desde 2020, a lei não precisa de gritar: basta poder ser lida de muitas maneiras. E, quando os números aparecem, não contam histórias — deixam pistas.
Desde 2020, Hong Kong vive entre duas leituras inconciliáveis: a de Pequim, que vê na lei de segurança nacional uma correcção necessária contra a subversão, e a de quem a entende como mecanismo de intimidação, vagueza jurídica e autocensura. A questão já não é só o que a lei proíbe, mas o que a cidade passa a evitar.
Num porto moderno, a violência raramente tem rosto: tem formulários, atrasos e “validações adicionais”. A coerção económica transformou a interdependência numa alavanca — e obriga países médios a escolher entre prosperidade e margem de decisão.
A diplomacia já não começa na sala fechada onde se pesa cada palavra. Começa num ecrã — post, vídeo curto, meme — e obriga o outro lado a responder no mesmo palco. Quando a agressão é premiada internamente, o que era desvio vira carreira. E recuar torna-se caro.
Um estudo genómico recente reforça a ligação entre os Bo de Yunnan e as comunidades antigas associadas aos “caixões suspensos”, ajudando a mapear a origem e a dispersão desta tradição funerária pelo sul da China.