Artigos e análises sobre a Ucrânia, com foco na guerra, na política interna, na situação humanitária e no impacto geopolítico do conflito no contexto europeu e global.
A Rússia não tem soldados suficientes para combater na Ucrânia sem ajuda externa. A ajuda que procura não é a de aliados: é a de cidadãos africanos recrutados por engano, transportados com vistos falsos e enviados para a linha de frente sem possibilidade de saída. O modelo é antigo. A escala é nova.
A Rússia acusa a Ucrânia de uma tentativa de ataque com drones a uma residência associada a Vladimir Putin. Kiev rejeita a acusação e, até agora, não surgiram provas independentes que confirmem o alegado ataque. Moscovo exibiu imagens de destroços e pede condenação internacional, mas o caso permanece sem verificação no terreno.
Witkoff diz que as conversações na Flórida reforçam o compromisso de Kiev com uma paz “justa e sustentável”. Zelensky admite utilidade do diálogo, mas insiste: o fim da guerra depende de Moscovo.
Rússia e China identificaram uma vulnerabilidade no segundo mandato de Trump: a sua necessidade compulsiva de fechar acordos a curto prazo. Moscovo molda plano de paz na Ucrânia que garante território e bloqueia NATO. Pequim pressiona para Washington abandonar Taiwan. Aliados europeus e asiáticos assistem alarmados enquanto ordem de segurança liderada pelos EUA se desfaz.
Uma operação clandestina ucraniana levou mais de uma centena de drones ao coração da Rússia e atingiu dezenas de bombardeiros em quatro bases. A missão, preparada em silêncio ao longo de 18 meses, contou com casas pré-fabricadas, camiões civis e um casal aparentemente banal.
Donald Trump Jr. disse que a Ucrânia é mais corrupta que a Rússia e acusou Zelensky de prolongar a guerra por razões eleitorais. Não tem cargo na administração, mas as suas palavras revelam o pensamento da ala trumpista que está a vencer todas as batalhas internas sobre política externa.
Delegações dos EUA e da Ucrânia voltam hoje a reunir-se em Miami, após contactos de Steve Witkoff e Jared Kushner com Putin, para tentar definir garantias de segurança e um possível quadro de paz.
Quatro drones de tipo militar foram observados dentro da zona de exclusão aérea ativada para a chegada de Zelensky a Dublin. As autoridades irlandesas abriram investigação.