Artigos e análises sobre a Ucrânia, com foco na guerra, na política interna, na situação humanitária e no impacto geopolítico do conflito no contexto europeu e global.
A Lockheed Martin fabrica cerca de 600 interceptores Patriot por ano. A Rússia dispara mais de 100 mísseis balísticos por mês só contra a Ucrânia. Em Ancara, os aliados comprometem-se a pagar 70 mil milhões de euros — mas nenhum valor resolve, por si só, o estrangulamento industrial que decide quantos mísseis chegam mesmo ao terreno.
Os Estados Unidos produzem cerca de cinquenta intercetores PAC-3 por mês. A Rússia fabrica cerca de três mísseis balísticos por dia. A guerra aérea sobre a Ucrânia é uma corrida industrial que o Ocidente está a perder.
A defesa europeia tornou-se uma questão de soberania prática: a Europa quer autonomia, mas continua dependente da NATO, dos Estados Unidos, da indústria militar e da coerência política interna.
Cronologia, mapa de leitura e arquivo da cobertura analítica do Arcana News sobre a guerra da Ucrânia — da invasão em larga escala às negociações de 2026.
A Rússia intensificou a pressão sobre Kiev com mísseis, drones e ameaças diplomáticas. A escassez de interceção Patriot tornou a defesa aérea ucraniana mais vulnerável. O risco deixou de ser apenas militar: é também europeu.
A autonomia de combate russa não nasceu apenas em laboratórios militares. Cresce com drones baratos, engenheiros civis e escolas privadas de treino. A guerra tornou a improvisação num método de escala.
Quando um Estado concentra sessenta por cento da sua ajuda numa única cidade, está a fazer política externa por outros meios. O modelo dinamarquês separa assistência de interesse comercial. O americano dissolve essa fronteira desde o início.
No quinto ano de guerra, o conflito ucraniano é sustentado por um conjunto de incentivos estruturais que tornam a resolução improvável no curto prazo. A China ocupa neste sistema uma posição analiticamente ambígua: o seu comportamento observável é consistente tanto com uma estratégia deliberada de neutralidade instrumental como com gestão prudente de risco ou adaptação incremental. A evidência disponível não permite discriminar com segurança entre estas hipóteses.
No espaço de poucos anos, o Ártico e o Atlântico Norte passaram de periferia geopolítica a uma das zonas mais sensíveis da segurança euro-atlântica. A nomeação do brigadeiro Christian Øverli como chefe de comunicações das Forças Armadas norueguesas revela uma transformação silenciosa: a guerra contemporânea já não se trava apenas com navios, aviões ou brigadas. Trava-se também no domínio da perceção pública, da narrativa estratégica e da gestão da informação num espaço cada vez mais militarizado.
A Rússia danificou o oleoduto que abastece a Hungria e a Eslováquia. Budapeste e Bratislava responderam bloqueando sanções à Rússia e vetando o empréstimo europeu à Ucrânia. A sequência não é um paradoxo — é o mecanismo a funcionar exatamente como foi desenhado há 60 anos.