A empresa ucraniana Fire Point já produz os seus próprios intercetores, com a ambição de servir de base a um escudo antimíssil pan-europeu. Estónia, Coreia do Sul e Alemanha seguem, em paralelo, os seus próprios caminhos — nenhum ainda comparável ao Patriot.
A Arábia Saudita e os Emirados comprometeram dezenas de milhares de milhões de dólares para diversificar fornecedores de chips de IA. Mas o fabrico, o licenciamento político dos EUA e o software continuam a apontar para os mesmos parceiros ; e nem toda a riqueza do Golfo muda isso.
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma indústria de software. Tornou-se uma indústria pesada — que precisa de terreno, energia, semicondutores e política de Estado. A camada decisiva deslocou-se dos modelos para a infraestrutura que os sustenta. Quem a controla, decide.
Durante anos, Riade e Abu Dhabi pareciam representar um mesmo projeto regional. Hoje, diferenças estratégicas, ambições económicas e novas dinâmicas de poder transformam essa parceria numa competição silenciosa pelo futuro do Golfo.