Este dossiê organiza as principais questões sobre a sucessão de Vladimir Putin, as estruturas que poderão sobreviver-lhe e a resposta europeia. Reúne análises sobre o futuro político russo, as garantias à Ucrânia, os ativos congelados e os planos económicos para o pós-guerra.
A Rússia fala mais alto do seu arsenal nuclear quando aumenta a pressão militar ou política. Dois anos de ameaças, testes e exercícios revelam um padrão no comportamento do Kremlin.
A sucessão de Vladimir Putin não eliminará os objetivos estratégicos russos. A Europa precisa de uma política duradoura para a Rússia, a Ucrânia e a sua própria segurança.
A saída de Vladimir Putin não eliminaria as estruturas políticas, militares e económicas criadas durante o seu regime. Um sucessor poderia procurar a Europa sem abandonar os instrumentos de pressão sobre os países vizinhos.
As receitas do petróleo e do gás caíram 45% no primeiro trimestre de 2026, e o partido de Putin ronda os mínimos históricos nas sondagens antes das eleições legislativas de Setembro. Mas a fragilidade interna do regime não aponta para o colapso — aponta para um sistema cada vez menos capaz de se coordenar com uma só voz.
A “semana anticomunista” é só o início. Trump transforma símbolos em política e o medo em método. Em 2026-2027, os EUA podem parecer prósperos nos números, mas mais pobres na ética: lealdade acima da verdade, espetáculo acima do debate.