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Estados Unidos

Bangladesh: a guerra no Irão chegou às bombas de gasolina

Daca, março de 2026. O conflito entre os EUA, Israel e o Irão perturbou as rotas de abastecimento no Golfo Pérsico. O Bangladesh, que importa 95% do seu petróleo, sentiu o impacto de imediato. As plataformas de ride-hailing mantiveram as comissões e as tarifas inalteradas. Os condutores sem salário fixo, sem benefícios e sem proteção contratual absorvem integralmente as perdas.

Cuba não é a Venezuela. Por que razão o modelo Trump não funciona em Havana

A captura de Nicolás Maduro foi taticamente brilhante. Nos corredores de Washington, a euforia foi imediata — e com ela a ideia de que o mesmo podia ser feito em Cuba. Cuba tem 67 anos de poder ininterrupto, nenhum recurso de interesse comercial imediato e nenhum interlocutor identificado. A analogia venezuelana não é uma estratégia.

Inteligência artificial e a guerra: o conflito

A inteligência artificial não representa apenas um avanço tecnológico. Está a modificar as condições através das quais o poder é exercido, distribuído e contestado. O maior risco não é um conflito entre grandes potências — é a possibilidade de a natureza do conflito se alterar antes de as instituições compreenderem que o paradigma mudou.

Corredor de Lobito: a ferrovia que os EUA e a China disputam

A República Democrática do Congo possui mais de 70% das reservas mundiais de cobalto. A China controla a maioria das minas e reconstruiu a ferrovia que os EUA querem usar para contrariar esse domínio. O Corredor de Lobito — uma linha com origem colonial portuguesa — é o eixo desta disputa.

Modelos chineses de IA dominam em utilização nos EUA — mas não em receita

Os modelos chineses de IA chegaram ao mercado americano e europeu pelo preço: até vinte vezes mais baratos que os equivalentes da Anthropic ou da OpenAI. Programadores e startups adotaram-nos em larga escala. As grandes empresas evitam-nos por razões políticas. A utilização cresce; a receita direta, não.

A Europa rejeita Trump e copia a sua lógica. É dependência, não resistência.

A Europa declarou rejeitar Trump e a MAGA. Mas adoptou as suas categorias políticas, as suas guerras culturais e a sua lógica de combate identitário. A dependência não é apenas militar — é mental. E dependência mental é mais difícil de quebrar porque não exige apenas recursos. Exige coragem de pensar sozinho.

Chile, China e o cabo que os EUA bloquearam

Em janeiro de 2026, o Chile aprovou um cabo submarino da China Mobile para ligar Valparaíso a Hong Kong. Dois dias depois de funcionários do ministério serem convocados à embaixada americana em Santiago, a aprovação foi retirada. O projeto não está cancelado nem aprovado.

A nova lógica da ajuda americana em África

A America First Global Health Strategy introduziu uma nova lógica na ajuda sanitária americana a África: em contrapartida do financiamento americano, os países cedem o acesso direto aos seus sistemas nacionais de dados de saúde. Vários governos assinaram; outros recusaram. Os tribunais de pelo menos dois países já foram chamados a decidir.

Gronelândia: A Rede de Operadores Americana

A ambição americana sobre a Gronelândia não passa pelos canais diplomáticos formais. Passa por uma rede de antigos funcionários, consultores e intermediários cujo principal ativo é a proximidade pessoal ao presidente. O que isso significa para a governação da maior potência do mundo.

Trump, Costa e Gronelândia: O que Uma Palavra num Microfone Aberto Revela

Trump não explicou, não argumentou, não ameaçou. Interpelou. E a interpelação pressupõe que a resposta já é conhecida. O que o momento do G7 revela sobre o estado actual da ordem internacional.

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