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A Europa Está a Preparar-se para uma Guerra que Talvez Tenha de Travar Sozinha

A Europa aumentou a despesa militar para níveis históricos, mas continua dependente dos Estados Unidos em capacidades decisivas. A mobilidade, o comando, a vigilância e o reabastecimento ainda limitam a autonomia militar europeia.

A Europa Pode Ter Satélites e Continuar Cega

A Europa possui satélites militares avançados, centros de análise e meios coletivos de vigilância. A vulnerabilidade surge quando dados controlados por vários Estados têm de ser combinados e enviados ao comando antes de perderem valor operacional.

A Europa Conseguiria Comunicar numa Guerra?

A Europa dispõe de vários sistemas nacionais de comunicações militares por satélite. A NATO e a União Europeia permitem distribuir parte dessa capacidade, mas o acesso depende dos países que controlam os satélites, dos terminais disponíveis e das prioridades definidas durante cada operação.

A eleição que Washington ganhou duas vezes

Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno colombiano por cerca de 250 mil votos. A margem foi construída fora da Colômbia: recebeu 63,78% dos votos emitidos no exterior e cerca de 80% dos emitidos nos Estados Unidos, onde viveu durante mais de uma década. Trump apoiou publicamente. María Elvira Salazar esteve em Barranquilla no dia da votação. Um ativista opositor foi detido dias antes do segundo turno por decisão do secretário de Estado Marco Rubio. De la Espriella toma posse a 7 de agosto com três nacionalidades e sem ter esclarecido o que fará com elas.

A Europa Precisa de Comunicar Antes de 2030

A União Europeia contratou uma constelação de 290 satélites para o IRIS². Antes da entrada em funcionamento prevista para o final da década, terá ainda de industrializar terminais, instalar o segmento terrestre e integrar a nova capacidade no GOVSATCOM.

O Que Resta da Segurança Europeia sem os Estados Unidos

A Europa conservaria exércitos, marinhas, aviação e duas forças nucleares sem os Estados Unidos. O problema seria substituir o comando, a inteligência, a logística e a garantia política que hoje transformam forças nacionais numa defesa coletiva.

O caso Tadić ainda rege os tribunais penais internacionais

O caso Tadić validou a criação do Tribunal Penal Internacional para a antiga Jugoslávia e definiu os princípios que moldaram a justiça penal internacional: da aplicação do direito humanitário aos conflitos internos à responsabilidade por crimes cometidos no âmbito de um plano comum.

Bienal de Veneza 2026: arte e política

A Bienal de Veneza 2026 abriu marcada por protestos, demissão do júri e tensão entre pavilhões nacionais. A exposição pensada por Koyo Kouoh como um exercício de escuta em tons menores acabou atravessada por guerras, acusações e disputas sobre legitimidade cultural. A obra continua lá, mas já não chega desacompanhada.

A água e a noite

Na noite antes da Páscoa, em igrejas por toda a América, adultos que nunca foram baptizados vão dobrar os joelhos sobre pedra fria e receber água sobre a cabeça. Receberão depois uma vela acesa. A cerimónia é a mesma há dezasseis séculos. Este ano, o número de pessoas que a pede é o mais alto em décadas. A Igreja não sabe bem explicar porquê. A resposta está provavelmente fora da Igreja.

Moody’s melhora rating de Itália com expectativa de redução da dívida pública

Moody’s subiu o rating de Itália para Baa2 e prevê que a dívida pública comece a cair a partir de 2027, graças a reformas e investimento público.

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