Dinâmicas de Poder · Europa / NATO · IRIS², comunicações seguras e autonomia espacial
Em 28 de maio de 2026, a Comissão Europeia abriu um convite à apresentação de propostas no valor de 20 milhões de euros. Procurava até três projetos capazes de tornar os terminais destinados ao GOVSATCOM e ao futuro IRIS² mais acessíveis e fáceis de produzir.
A concessão para construir os 290 satélites do IRIS² já tinha sido assinada em dezembro de 2024. Mobilizava mais de 10,5 mil milhões de euros entre o financiamento público e o investimento privado. Continuava, porém, a ser necessário preparar parte do equipamento que permitirá aos governos, às forças de segurança, aos navios, aos veículos, às embaixadas e aos centros de emergência utilizar a rede.
A existência de satélites não equivale, por si só, a uma infraestrutura europeia comum: as capacidades espaciais europeias permanecem distribuídas por sistemas nacionais.
O convite não financiava o desenvolvimento integral de um novo terminal. Incidia sobre as antenas, modems, sistemas de banda-base, montagem, calibração, ensaios e processos industriais. A Comissão pretendia reduzir o custo por unidade, aumentar o volume de produção e diminuir as dependências críticas de fornecedores não europeus.
Os projetos poderiam prolongar-se entre 18 e 36 meses. Uma candidatura selecionada no final de 2026 poderia continuar em execução durante 2028 ou 2029, quando os primeiros serviços associados ao IRIS² deverão começar a ser integrados no GOVSATCOM.
Um navio não estabelece uma ligação apenas porque uma constelação cobre o Atlântico. Precisa de uma antena compatível, de um modem, de sistemas de autenticação e cifragem, de autorização para entrar na rede e de uma infraestrutura terrestre que encaminhe o tráfego.
- O IRIS² deverá integrar 290 satélites em órbitas baixa e média, além do respetivo segmento terrestre.
- Os primeiros serviços são esperados através do GOVSATCOM a partir de 2029, com uma operação mais ampla prevista para 2030.
- Em 2026, a Comissão ainda financiava a industrialização das antenas, dos modems e dos restantes equipamentos necessários para utilizar a rede.
- A SES, a Eutelsat e a Hispasat participam na construção e operação da infraestrutura através do consórcio SpaceRISE.
- Os sistemas nacionais, a OneWeb e outros operadores comerciais continuarão a ser utilizados durante a integração gradual do IRIS².
O equipamento que fica no chão
Um terminal colocado num navio tem de continuar a funcionar enquanto a embarcação se desloca, oscila e muda de direção. A antena acompanha os satélites que atravessam o céu e transfere a ligação quando a unidade utilizada deixa de estar visível. O equipamento fica sujeito à água salgada, à vibração e às limitações de espaço existentes a bordo.
Num veículo terrestre, a antena terá dimensões e exigências diferentes. Pode ter de operar durante a deslocação, resistir ao pó e ao impacto e ser instalada sem ocupar o espaço reservado a outros sistemas.
Uma equipa de emergência poderá transportar o terminal para uma região onde os cabos, as redes móveis ou a eletricidade tenham sido afetados. O equipamento terá de ser colocado em serviço com rapidez e impedir acessos não autorizados.
Uma embaixada, um ministério ou um centro de crise pode utilizar antenas maiores e ligações permanentes. A comunicação terá, contudo, de entrar nas redes internas da instituição e cumprir os respetivos procedimentos de segurança.
A antena recebe e transmite o sinal. O modem trata os dados, os sistemas de banda-base processam a comunicação e os mecanismos de autenticação confirmam que o utilizador pode aceder ao serviço. A estação terrestre encaminha depois o tráfego para a rede governamental ou comercial.
Um terminal que não opere na banda utilizada pelo satélite não estabelece a ligação. Um equipamento que não tenha sido autorizado permanece fora da rede. Uma estação terrestre sem acesso ao destino final recebe os dados, mas não consegue entregá-los.
O convite aberto pela Comissão concentra-se em terminais de banda Ka e em equipamentos compatíveis com redes 5G não terrestres, conhecidas como 5G NTN. A utilização destas normas procura aproximar as comunicações por satélite das tecnologias usadas nas redes terrestres e facilitar a produção de equipamentos compatíveis em maior escala.
A Comissão não afirmou que todos os terminais atualmente disponíveis sejam fabricados fora da União Europeia. Identificou componentes, processos ou equipamentos cuja origem pode limitar a produção europeia.
Um modem, um amplificador, um processador ou uma ferramenta de teste podem representar uma parte reduzida do produto final e impedir que o terminal seja concluído. A substituição de um componente pode exigir alterações no desenho, novos ensaios, recertificação e mudanças na linha de montagem.
O mesmo pode acontecer com as máquinas utilizadas pela fábrica. Uma antena produzida na Europa pode depender de equipamentos estrangeiros para ser calibrada ou testada. A falta de peças, manutenção ou software para essas máquinas pode interromper a produção.
Nem todos os componentes precisam de ser fabricados na União Europeia. A indústria terá, contudo, de identificar os elementos indispensáveis, manter alternativas e impedir que a indisponibilidade de uma única peça paralise todo o processo.
Uma constelação ainda não disponível
Em 15 de junho de 2026, o Ministério das Forças Armadas francês comprometeu 138 milhões de euros para garantir quatro anos de acesso prioritário à constelação OneWeb. O contrato Centaure poderá prolongar-se por oito anos e atingir 350 milhões de euros.
O acordo abrange a capacidade em órbita baixa sobre as regiões consideradas estratégicas, a integração do serviço em navios, aeronaves e veículos e o reforço progressivo das condições de segurança.
Paris já dispunha de satélites militares e participava no desenvolvimento do IRIS². A capacidade adicional foi contratada em 2026, vários anos antes da entrada em funcionamento esperada para a nova rede europeia.
A primeira parcela firme do contrato Centaure cobre grande parte do intervalo até ao princípio de 2030. A duração não significa que a OneWeb seja abandonada quando o IRIS² começar a operar. As duas infraestruturas poderão coexistir.
O recurso a operadores comerciais europeus reduz riscos específicos, mas não elimina a dependência operacional europeia em relação a capacidades externas.
A OneWeb pertence à Eutelsat, uma das três empresas que lideram o consórcio SpaceRISE. A operadora que fornece capacidade à França participa também na engenharia e na conceção do IRIS².
Os atuais satélites e centros da OneWeb não passam automaticamente a integrar a nova constelação. A Eutelsat leva para o programa a experiência adquirida na operação de uma grande rede em órbita baixa, incluindo a gestão do tráfego, os centros de controlo, os terminais e a transferência das ligações entre satélites sucessivos.
Cada satélite da OneWeb permanece visível durante um período limitado enquanto passa rapidamente sobre a superfície. A proximidade reduz o tempo de transmissão, mas o terminal e a rede têm de transferir a comunicação para a unidade seguinte sem interromper o serviço.
A França contratou ainda a adaptação da rede às necessidades militares. O acesso será administrado pelas estruturas digitais do Ministério das Forças Armadas, com a capacidade garantida e medidas de segurança que deverão ser reforçadas durante a execução do acordo. O contrato define também as regiões abrangidas e as condições de proteção necessárias à utilização pelas forças francesas.
O GOVSATCOM começou antes dos novos satélites
A primeira utilização operacional do GOVSATCOM ocorreu em março de 2026. O Chipre apresentou o pedido e recebeu a capacidade fornecida pela Grécia através da Hellas Sat, sem recurso a qualquer satélite do IRIS².
O GOVSATCOM tinha começado a operar em janeiro, com a capacidade disponibilizada pela França, Grécia, Itália, Luxemburgo e Espanha. O Hub gerido pela Agência da União Europeia para o Programa Espacial recebe os pedidos dos utilizadores e procura recursos que lhes correspondam.
O Chipre, que não dispõe de uma constelação governamental comparável às dos principais países europeus, obteve uma comunicação protegida através deste mecanismo comum.
Sem o Hub, um Estado teria de negociar diretamente com outro país ou contratar um operador. O GOVSATCOM concentra os pedidos, verifica os utilizadores, aplica os requisitos de segurança e distribui a capacidade fornecida pelos participantes ou contratada comercialmente segundo regras europeias.
Os satélites permanecem sob o controlo dos Estados e das empresas que os disponibilizam. O Hub não altera a sua propriedade nem acrescenta capacidade física.
Quando nenhum fornecedor cobre a região solicitada, o sistema não pode criar essa cobertura. Se a largura de banda estiver ocupada, terá de procurar outra solução ou aplicar as prioridades previstas. Um pedido só pode ser encaminhado quando existe um serviço compatível e disponível.
O governo ou organismo requerente tem de ser reconhecido como utilizador autorizado. O pedido deverá identificar a região, a duração, o nível de segurança e a capacidade necessária.
O Hub estabelece a correspondência entre essa necessidade e os recursos existentes. Os primeiros serviços do IRIS² deverão entrar no mesmo mecanismo, que continuará a receber pedidos, a verificar autorizações e a distribuir a capacidade nacional, comercial ou proveniente da nova constelação.
O contrato para os 290 satélites
A Comissão Europeia assinou a concessão do IRIS² com o SpaceRISE em dezembro de 2024. O contrato abrange a conceção, a instalação e a operação da rede durante 12 anos.
A configuração anunciada inclui 272 satélites em órbita terrestre baixa e 18 em órbita média. A contagem não inclui a infraestrutura situada no solo: centros de controlo, estações, ligações de acesso e sistemas responsáveis pela gestão dos serviços.
Os satélites em órbita baixa ficam mais próximos da superfície e permitem comunicações com menor latência. A manutenção de uma cobertura contínua exige um número elevado de unidades.
Os 18 satélites em órbita média cobrirão áreas mais extensas. A arquitetura multiórbita deverá combinar serviços e capacidades provenientes das duas camadas, segundo as soluções técnicas e operacionais que vierem a ser implementadas.
A documentação pública ainda não detalha como todas as ligações serão distribuídas entre as órbitas ou em que circunstâncias poderão passar de uma camada para outra.
O financiamento público previsto ronda 6,5 mil milhões de euros. A União Europeia, os Estados participantes e a Agência Espacial Europeia contribuem para esse montante. Os operadores privados deverão investir mais de quatro mil milhões.
A infraestrutura servirá utilizadores governamentais e clientes comerciais. As instituições europeias e os Estados-membros constituirão a base da procura pública. Os operadores poderão vender parte da capacidade noutros mercados, incluindo em regiões onde as redes terrestres são insuficientes.
A Comissão define os requisitos, financia uma parte substancial do programa e contrata serviços. A construção e a operação da constelação ficam a cargo do SpaceRISE e das empresas que participam no projeto.
Três operadores e uma concessão pública
A SES lidera o consórcio e está associada ao desenvolvimento, à aquisição e à operação dos 18 satélites em órbita média. Poderá ainda comercializar a capacidade desta camada e parte da capacidade em órbita baixa. A empresa prevê investir até 1,8 mil milhões de euros na sua participação.
A Eutelsat é a autoridade técnica para os sistemas multiórbita com componente LEO e participa na engenharia e na conceção da rede. A experiência adquirida através da OneWeb permite-lhe entrar no projeto com conhecimento operacional de uma constelação em órbita baixa já em funcionamento.
A Hispasat será responsável pela conceção, entrega e operação do segmento terrestre governamental. Coordenará a prestação dos serviços aos Estados-membros e liderará o desenvolvimento e a operação da camada Low LEO.
Em torno das três operadoras encontra-se um grupo de fabricantes de satélites, empresas de telecomunicações e fornecedores de equipamentos e serviços terrestres.
Os operadores investem capital, assumem responsabilidades técnicas e esperam obter receitas. Os governos e as instituições europeias contratam serviços e definem requisitos de segurança, acesso e continuidade no âmbito de uma concessão com mais de uma década.
A União Europeia participa no financiamento, estabelece condições e torna-se cliente de referência. A construção e a operação permanecem nas mãos das empresas contratadas.
O contrato ainda validava os custos
Em maio de 2026, a SES informou que o IRIS² continuava na fase contratual conhecida como Rendez-vous 1.
A etapa foi prevista para validar os custos, os requisitos técnicos e o calendário. O contrato contém mecanismos destinados a responder a aumentos de preço, exigências que não possam ser cumpridas ou atrasos superiores aos limites acordados.
A SES reiterou o compromisso com o programa. Não anunciou um adiamento nem indicou a intenção de abandonar o consórcio. Cerca de um ano e meio depois da assinatura, os parâmetros técnicos e financeiros ainda estavam a ser confirmados através do procedimento previsto.
Permaneciam por concluir decisões necessárias à construção efetiva. Os projetos terão de ser concluídos, os satélites encomendados e produzidos e os componentes entregues. Será necessário contratar lançadores, construir estações terrestres e instalar centros de controlo.
O lançamento não equivale à entrada imediata em serviço. Cada satélite terá de ser colocado na órbita prevista, testado e integrado na rede. Os centros de controlo terão de confirmar o funcionamento dos sistemas e a capacidade de estabelecer comunicações.
A EUSPA prevê que alguns serviços associados ao IRIS² possam começar a ser disponibilizados através do GOVSATCOM a partir de 2029. O SpaceRISE e a SES apontam para uma entrada em funcionamento mais ampla no princípio de 2030.
A documentação pública ainda não explica em que ordem serão ativados os satélites, os centros terrestres, as regiões cobertas ou os grupos de utilizadores. As duas datas são compatíveis com uma implantação gradual, mas não permitem determinar quantos utilizadores terão acesso em 2029, que volume de capacidade estará disponível em 2030 ou quantos terminais terão sido entregues.
O segmento terrestre que não aparece no número 290
Os centros de operação acompanham as órbitas, verificam o estado dos satélites e gerem os recursos disponíveis. As estações terrestres recebem o tráfego e encaminham-no para as redes governamentais ou comerciais.
A camada em órbita baixa exige que a ligação passe sucessivamente entre diferentes satélites. Os equipamentos em terra terão de coordenar essas transferências e conservar a continuidade do serviço.
Os satélites em órbita média seguem outra geometria e cobrem áreas maiores. A gestão da rede terá de articular ambas as camadas.
O segmento terrestre será distribuído por várias localizações para cumprir os requisitos de segurança e resiliência do programa. Uma avaria, um ataque informático ou a indisponibilidade de uma instalação não deverão interromper toda a operação.
Um satélite pode permanecer em funcionamento enquanto uma estação terrestre ou um sistema informático instalado no solo deixa de permitir o acesso aos seus serviços. A localização das infraestruturas, a jurisdição aplicável e o controlo do software fazem, por isso, parte das condições de segurança da constelação.
As ligações terão ainda de entrar em redes nacionais diferentes. Um ministério português, uma força de segurança espanhola e uma embaixada francesa podem utilizar procedimentos e equipamentos próprios. A integração não termina quando o sinal chega ao solo.
O GOVSATCOM já recebe pedidos, verifica utilizadores e procura capacidade. O IRIS² deverá acrescentar novos recursos a esse mecanismo, que começou a funcionar com satélites nacionais e comerciais.
Produzir uma antena muitas vezes
Um equipamento construído em pequeno número pode exigir trabalho manual, componentes difíceis de obter e longas sessões de calibração. Para o produzir em escala, a fábrica terá de repetir os mesmos resultados em menos tempo e a um custo inferior.
A linha de montagem necessita de processos estáveis. As máquinas de ensaio têm de acompanhar o aumento do volume. Os componentes precisam de chegar nas quantidades previstas. Uma alteração de fornecedor não pode obrigar a redesenhar todo o sistema.
Os terminais terão também de ser certificados e integrados em equipamentos muito diferentes. A antena de um navio não serve necessariamente para um veículo. Um terminal transportável utilizado pela proteção civil não tem as mesmas exigências de uma instalação permanente num ministério. Cada versão acrescenta ensaios, aprovações e condições de produção.
Os países não adotarão a rede ao mesmo ritmo. Alguns poderão equipar rapidamente centros de crise, forças de segurança, navios ou representações diplomáticas. Outros começarão por um número mais reduzido de utilizadores.
A existência da constelação não obriga os Estados a adquirir os mesmos terminais, nas mesmas quantidades ou no mesmo momento.
O convite de 20 milhões de euros procura preparar uma indústria capaz de fornecer equipamentos mais acessíveis. O valor é reduzido quando comparado com os mais de 10,5 mil milhões da concessão, mas financia processos e componentes que terão de estar disponíveis junto dos utilizadores.
Um programa que atravessa vários orçamentos
A concessão prolonga-se por 12 anos e ultrapassa o atual quadro financeiro plurianual da União Europeia.
As verbas posteriores a 31 de dezembro de 2027 dependem da aprovação dos programas seguintes pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho e da existência das respetivas dotações.
A condição não significa que o financiamento termine em 2027. A União Europeia não pode autorizar antecipadamente todas as despesas pertencentes a quadros financeiros que ainda não foram aprovados.
Os operadores assumem parte do investimento e esperam recuperar esse capital através dos serviços governamentais e comerciais. A União Europeia e os Estados-membros deverão fornecer uma base de procura relativamente estável. A exploração de outros mercados permitirá vender a capacidade que não esteja reservada aos serviços públicos.
O equilíbrio depende dos custos efetivos da construção, das receitas esperadas e do calendário de entrada em funcionamento. Se os preços aumentarem, os requisitos técnicos mudarem ou os serviços começarem mais tarde, o modelo económico pode precisar de ser revisto.
O Rendez-vous 1 foi criado para validar estes elementos antes de o projeto entrar nas fases industriais mais dispendiosas. Outras decisões técnicas, empresariais e orçamentais continuarão a ser tomadas durante a execução do programa.
A chegada será gradual
O início dos serviços associados ao IRIS² não substituirá imediatamente os sistemas de comunicações militares atualmente disponíveis na Europa. O GOVSATCOM continuará a utilizar satélites nacionais e operadores comerciais durante a integração gradual da nova constelação.
O Hub poderá distribuir capacidade proveniente da nova constelação, de sistemas colocados à disposição pelos Estados e de empresas contratadas. Cada pedido continuará a depender da região, das regras de acesso e dos recursos disponíveis.
Os governos terão também de decidir que instituições ligam primeiro. Um ministério pode começar pelo centro nacional de crise. Uma força de segurança poderá equipar determinadas unidades. Uma rede diplomática pode dar prioridade às representações localizadas em regiões onde as comunicações são mais vulneráveis.
A aquisição, a instalação e a certificação dos terminais prolongar-se-ão para além do início formal da rede. Os níveis de investimento, equipamento e preparação interna continuarão a variar entre os países.
Em 2029, alguns serviços poderão começar a passar pelo GOVSATCOM. No princípio de 2030, está prevista uma operação mais ampla. A França manterá o contrato com a OneWeb, outros governos conservarão acordos próprios e o GOVSATCOM continuará a recorrer aos recursos disponibilizados por Estados e operadores.
O IRIS² será integrado nessa arquitetura. A utilização dos primeiros serviços dependerá dos terminais que tiverem sido produzidos, certificados, adquiridos e instalados, bem como da preparação das redes nacionais para os receber.
Imagem: Zelch Csaba / Pexels
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