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Portugal

O Que Resta da Segurança Europeia sem os Estados Unidos

A Europa conservaria exércitos, marinhas, aviação e duas forças nucleares sem os Estados Unidos. O problema seria substituir o comando, a inteligência, a logística e a garantia política que hoje transformam forças nacionais numa defesa coletiva.

Nuno Melo e a possível missão portuguesa no Estreito de Ormuz

À margem de um seminário sobre os Açores, o ministro da Defesa falou de duas frentes distintas: o projeto dos satélites Portugal-Espanha, onde o foco está confirmado, e uma possível missão no Estreito de Ormuz, condicionada a um cessar-fogo que ainda não existe.

António Lobato: a fuga que o Estado Novo mandou contar

António Lobato resistiu sete anos e meio numa prisão da Guiné-Conacri. Uma operação secreta libertou-o. Depois, o Estado Novo mandou-o contar uma fuga que nunca aconteceu.

O Estado que atua sem um rosto

Uma democracia distingue-se pelos rituais que rodeiam o uso da força — identificação, mandato, cadeia de comando visível, escrutínio. Quando esses rituais se desfazem, e o Estado passa a atuar com o rosto coberto, a legitimidade deixa de assentar num procedimento e passa a depender apenas da fé do público. Um ensaio sobre o que acontece quando o erro deixa de ter um autor.

Michel Bassompierre: Bragança recebe a exposição póstuma “A Magia da Criação”

Michel Bassompierre morreu em Abril, aos 78 anos. A exposição que agora ocupa Bragança — mais de uma centena de peças entre o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e vários espaços públicos da cidade — tinha sido preparada ainda com o escultor em vida, e transformou-se, segundo o filho, na primeira de uma longa série de homenagens.

Temu, Shein e o poder do hábito: como as plataformas chinesas constroem a dependência

O Banco das Maldivas impôs uma sobretaxa de 30% sobre as plataformas chinesas de comércio eletrónico. Os consumidores continuaram a comprar. O episódio descreve uma forma de poder que opera abaixo do limiar de visibilidade das análises de segurança nacional.

Inteligência artificial e a guerra: o conflito

A inteligência artificial não representa apenas um avanço tecnológico. Está a modificar as condições através das quais o poder é exercido, distribuído e contestado. O maior risco não é um conflito entre grandes potências — é a possibilidade de a natureza do conflito se alterar antes de as instituições compreenderem que o paradigma mudou.

Quem controla a computação controla a inteligência artificial

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma indústria de software. Tornou-se uma indústria pesada — que precisa de terreno, energia, semicondutores e política de Estado. A camada decisiva deslocou-se dos modelos para a infraestrutura que os sustenta. Quem a controla, decide.

A Grande Ruptura: Miguel Monjardino e a crise da ordem internacional

Miguel Monjardino escreve dos Açores, durante a pandemia, com a disciplina de quem sabe que o momento vai passar antes de o podermos nomear. Em A Grande Ruptura, regista a crise da ordem internacional sem alarme e sem ilusões.

Pobreza em Portugal: crescimento sem convergência

Portugal cresceu, reduziu o défice e não convergiu com a Europa. A Prestação Social Única reorganiza o sistema de apoios sociais sem garantias de transição para os mais vulneráveis. Quando os números melhorarem, a questão é saber o quê é que eles estarão realmente a medir.

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