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Taiwan

Taiwan não escolheu os drones — a escassez escolheu por ela

A guerra no Irão esvaziou os armazéns de mísseis americanos e deixou Taiwan à espera. Enquanto os sistemas caros ficam racionados, os drones baratos chegam — e é essa aritmética, não uma escolha estratégica de Washington ou de Bruxelas, que está a redesenhar a defesa de Taiwan e a aproximá-la da Europa.

O cerco que já começou: como a China está a fechar o mar à volta de Taiwan

Em 2026, cinco ou seis navios de guerra chineses cercam Taiwan em permanência. Não resulta de uma crise; resulta de um plano construído passo a passo desde 2020, com cada escalada a seguir-se a um desenvolvimento político que Pequim não aprovava. Este texto explica como isso aconteceu, o que fazem esses navios e o que está em jogo no horizonte de 2027.

A infraestrutura do poder

A infraestrutura do poder mostra como chips, energia, centros de dados, escrita, imagem, cinema e plataformas deixaram de ser suporte neutro para se tornarem instrumentos centrais de decisão e domínio.

Taiwan, chips e armas dos EUA

Taiwan tornou-se uma peça militar, tecnológica e económica da rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Este dossiê organiza os artigos, documentos, atores e sinais a vigiar.

A nova geografia da IA passa por Taiwan

A inteligência artificial parece viver nos modelos, nos assistentes e no software. Mas a sua expansão real depende de fábricas, chips, embalagem avançada e cadeias de fornecimento. O investimento da AMD em Taiwan mostra onde se fabrica a próxima fase da computação.

Taiwan, o armamento parado e a ficha de negociação

Um pacote de armamento norte-americano de 14 mil milhões de dólares continua em suspenso depois de Trump o descrever publicamente como "boa ficha de negociação" com a China. Taiwan depende desse fornecimento porque não tem alternativa real — e a sua centralidade na cadeia de semicondutores e inteligência artificial torna o cálculo mais difícil do que a retórica negocial sugere.

China: coerção, controlo e projeção de poder

A questão central neste dossiê não é apenas o que a China faz em cada frente isolada, mas o mecanismo comum que liga essas frentes. Da água no Himalaia ao ensaio de bloqueio a Taiwan, da mobilização energética para a inteligência artificial ao afastamento silencioso de dissidentes, o padrão é o mesmo: transformar infraestruturas, geografia, tecnologia e administração em instrumentos de poder político. Lidos em conjunto, estes episódios mostram um sistema que não reage apenas a crises: prepara o terreno em que as crises futuras serão disputadas.

A Guerra que o Irão Não Pode Ganhar — Análise Estratégica | Arcana News

Oito dias de guerra, dois mil ataques, um líder supremo assassinado e o Estreito de Ormuz efetivamente fechado. A Operação Epic Fury atingiu os seus alvos — mas não os seus objetivos. Uma análise ao que está realmente em jogo.

Pequim contra Tóquio: A economia como arma de preparação

Pequim abriu uma nova fase de pressão sobre Tóquio: a via administrativa. Através de controlos de exportação dirigidos à base industrial de defesa, a China não procura um embargo total, mas sim degradar a prontidão japonesa. Ao transformar o comércio num processo burocrático lento, a fricção torna-se uma arma para encarecer a solidariedade do Japão para com Taiwan.

Taiwan é o teste decisivo de Washington

A decisão americana sobre o fornecimento de armas a Taiwan não é apenas militar. É temporal. Num contexto de rivalidade estrutural com a China, cada gesto redefine o ritmo da escalada. A verdadeira disputa não está no conteúdo dos pacotes defensivos, mas na capacidade de Washington demonstrar que controla o calendário da tensão — e que não reage ao que Pequim impõe. Taiwan tornou-se unidade de medida do equilíbrio estratégico.

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