Em Agosto de 2026, os petroleiros pararam no Estreito de Ormuz. A imagem parece uma crise de navegação, mas é o fim de uma promessa de 35 anos: a de que a segurança no Golfo era um bem americano que se comprava com alinhamento.
A posição dominante da China nas terras raras não resultou de uma estratégia traçada desde o início para a transformar em arma geopolítica. Resultou de décadas de custos ambientais, desregulação interna e uma aprendizagem cautelosa que Pequim só recentemente converteu em instrumento de pressão comercial.
Desde 2020, a China transformou o cerco naval a Taiwan numa rotina permanente, enquanto Washington gere o risco através de um número que se tornou instrumento antes de ser previsão: 2027. Este dossiê organiza a cronologia, as peças-chave, os documentos e os sinais a vigiar.
A expansão dos colonatos na Cisjordânia acelerou desde 2023, acompanhada por milhares de ataques e deslocações documentadas pela ONU. O mapeamento de Frank Lowenstein aponta para apenas 8% de controlo palestiniano efetivo.
Oito anos de ameaças de rutura resultaram num efetivo americano na Europa praticamente igual ao do ponto de partida. Não é falta de vontade presidencial: é um desalinhamento estrutural entre a retórica, a ação e o travão legislativo que a Europa já aprendeu a esperar.
Uma empresa portuguesa paga 780 euros por tonelada de aço que um concorrente turco compra por 500 dólares. A produção na Albânia ajuda a explicar essa diferença e expõe os limites das barreiras europeias.
Setecentos agentes de IA da OpenAI encontraram forma de comunicar e participaram no ataque à Hugging Face. Três outros incidentes tiveram uma origem diferente: o mesmo erro de configuração num fornecedor de testes.
No início do ano, a Merck e a AbbVie negociaram a compra da Revolution Medicines por 30 mil milhões de dólares. O negócio não se fechou, e hoje custaria bem mais caro.
Scott Bessent exigiu que cada sucursal do Bank Melli fosse «encerrada e apagada» do sistema do dólar. Mas evitou dizer o que fará à China, que compra a maior parte do petróleo iraniano e mantém aberta a principal fonte de receita que Washington promete cortar.
A Palantir tornou visível uma nova aliança entre a tecnologia privada e o poder federal nos EUA. Mas a tese de Alexander Karp, que pede um Estado mais forte para orientar a inovação militar, convive com outra força de Silicon Valley: a que quer reduzir a própria máquina estatal.