Taiwan tornou-se uma peça militar, tecnológica e económica da rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Este dossiê organiza os artigos, documentos, atores e sinais a vigiar.
A inteligência artificial parece viver nos modelos, nos assistentes e no software. Mas a sua expansão real depende de fábricas, chips, embalagem avançada e cadeias de fornecimento. O investimento da AMD em Taiwan mostra onde se fabrica a próxima fase da computação.
Organizações de proteção infantil pressionam Google e YouTube por regras sobre vídeos infantis gerados por IA. O risco não está apenas na produção desses conteúdos, mas na forma como são recomendados a crianças. A proteção de menores depende de rotulagem, controlo parental e limites à amplificação automática.
Um ataque destrutivo contra uma tecnológica começou como discussão técnica. Em poucas horas, a conversa foi puxada para uma leitura geopolítica. A crise deixou de ser apenas sobre sistemas e passou a disputar significado público.
Os desequilíbrios globais não são uma falha acidental da ordem financeira internacional. São o mecanismo que permitiu ao dólar sustentar défices, excedentes e dependências cruzadas. O risco começa quando o centro do sistema deixa de querer pagar o preço político da sua própria arquitetura.
Quando Washington aplicou tarifas sobre as importações chinesas, o défice bilateral diminuiu. No mesmo período, o excedente da China face à Europa aumentou de forma correspondente.
O tapete vermelho foi estendido em frente a Tiananmen. Trump anunciou acordos agrícolas e aviões Boeing. Disse "grande sucesso". Xi Jinping usou a palavra "construtiva". O pacote de armamento de 14 mil milhões para Taiwan continua pendente. Uma leitura da assimetria entre o que cada lado obteve — e o que nenhum dos lados disse.
Um pacote de armamento norte-americano de 14 mil milhões de dólares continua em suspenso depois de Trump o descrever publicamente como "boa ficha de negociação" com a China. Taiwan depende desse fornecimento porque não tem alternativa real — e a sua centralidade na cadeia de semicondutores e inteligência artificial torna o cálculo mais difícil do que a retórica negocial sugere.
A Palantir cresceu junto do aparelho de segurança norte-americano e transformou-se numa das empresas mais influentes da nova infraestrutura tecnológica do Estado. A sua visão aproxima inteligência artificial, defesa e reorganização institucional num momento de competição geopolítica acelerada.
A crise de Hormuz desloca o centro do problema energético da produção para a circulação. O bloqueio mostra que não basta haver petróleo se as rotas deixam de ser seguras. O impacto atravessa transporte, inflação, seguros e serviços essenciais.