Em janeiro, a Guarda Nacional do Texas recebeu o poder de deportar pessoas por conta própria, algo que nenhuma força de um Estado americano tinha tido antes. A base legal foi construída ao longo de quatro anos, a partir de uma emergência de 2021 e que nunca deixou de estar em vigor.
Os Estados Unidos já financiam e defendem três pequenos países do Pacífico através de acordos de livre associação. O mesmo modelo poderia ser aplicado à Gronelândia, mas os seus dirigentes não pediram negociações e mantêm a ligação à Dinamarca.
A Europa conservaria exércitos, marinhas, aviação e duas forças nucleares sem os Estados Unidos. O problema seria substituir o comando, a inteligência, a logística e a garantia política que hoje transformam forças nacionais numa defesa coletiva.
Taiwan importa quase toda a energia que consome e mantém reservas de gás muito inferiores às de petróleo. Num bloqueio chinês, a indústria, os alimentos, as comunicações e os cargueiros teriam prazos diferentes.
Um mapa plano faz a Gronelândia parecer enorme e distante. Medida com precisão, e vista num globo, a ilha está mesmo no centro do território da NATO — e a meio da rota mais curta entre Moscovo e Washington.
A Arábia Saudita e os Emirados comprometeram dezenas de milhares de milhões de dólares para diversificar fornecedores de chips de IA. Mas o fabrico, o licenciamento político dos EUA e o software continuam a apontar para os mesmos parceiros ; e nem toda a riqueza do Golfo muda isso.
Os EUA vão estacionar até quatro submarinos nucleares na Austrália Ocidental para conter a China. O acordo pressupõe que a Austrália receba os seus próprios submarinos a partir de 2030, mas a indústria naval americana está atrasada, e essa entrega não está garantida.
A 15 de junho, JD Vance validou à distância o fim de uma guerra com o Irão. Um dia depois, publicou "Communion", livro que o descreve como guardião de uma civilização cristã ameaçada pelo secularismo e pela imigração em massa. As duas datas não estavam coordenadas — mas dizem a mesma coisa sobre o vice-presidente.
Nenhum dos dois homens que a ICE matou recentemente, no Texas e no Maine, era quem a operação procurava. Um ensaio sobre o que desaparece quando o encontro entre o Estado e o corpo deixa de ter porta para bater.
Os Estados Unidos destruíram centenas de posições iranianas, mas o tráfego no Estreito de Ormuz continua residual. Sem uma ocupação terrestre, Washington terá de manter as escoltas prolongadas ou negociar contrapartidas com Teerão.