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Estados Unidos

MAGA, coesão identitária e o custo da guerra com o Irão

No MAGA, a autoridade define a doutrina — não o contrário. Noventa e dois por cento da base apoia a guerra com o Irão, mais do que qualquer outro subgrupo republicano, incluindo os republicanos de establishment que nunca criticaram o intervencionismo. Manter essa coesão tem um custo que cresce à medida que os resultados se tornam concretos e a periferia da coligação começa a avaliar.

O que o cessar-fogo EUA-Irão não resolveu

O cessar-fogo de duas semanas anunciado em abril de 2026 não encerrou o conflito EUA-Irão: estabeleceu uma pausa com termos que as duas partes formularam de forma incompatível. Washington descreveu a abertura imediata do Estreito de Ormuz; Teerão descreveu passagem sujeita a coordenação militar iraniana. O regime iraniano permanece no poder, o arsenal nuclear intacto, e as questões fundamentais aguardam as negociações de Islamabade.

Ormuz, Trump e a pausa armada disfarçada de acordo

O prazo expira, mas a ameaça pode não cumprir a forma anunciada. Washington precisa de mostrar força sem aprofundar o choque petrolífero. O mais provável não é a paz: é uma pausa armada com outro nome.

Dossiê: Leão XIV e o Vaticano em Tempo de Guerra | Arcana News

A eleição de Robert Prevost como Leão XIV criou uma situação sem precedente: o chefe da Igreja Católica é cidadão do estado que conduz operações militares em múltiplos teatros. A diplomacia vaticana depende da percepção de exterioridade — e essa percepção está sob pressão. Este dossiê organiza a cobertura do Arcana News sobre o pontificado de Leão XIV, com cronologia, actores, glossário e mapa de leitura cumulativa.

Guerra EUA-Irão: o abate do F-15E e a armadilha da escalada

O abate do F-15E alterou o equilíbrio narrativo da guerra. Washington e Teerão leram o mesmo episódio como sinal de vantagem. Esse duplo encorajamento torna a escalada mais provável.

O Papa no Interior do Império

A diplomacia vaticana assenta numa premissa raramente enunciada: o Papa não tem pátria. Robert Prevost desfez essa premissa de forma estruturalmente nova. O Arcana News analisa o que muda — e o que está verdadeiramente em jogo — quando o chefe da Igreja partilha o passaporte do país que conduz operações militares em três continentes.

O Pentágono prepara a invasão e Islamabade tenta evitá-la

A questão não é se os EUA conseguem invadir. É o que acontece depois.

O Preço do Silêncio

No nordeste do Qatar, a maior planta de gás natural liquefeito do mundo está parada. Não é uma metáfora — é maquinaria fria, navios sem carga, terminais à espera. Quatro semanas depois de Washington e Israel lançarem ataques sobre o Irão, o que o conflito está a revelar não é uma crise energética. É a descoberta de que a arquitectura da globalização foi construída sobre uma premissa que nunca foi escrita em nenhum tratado: que certos chokepoints nunca seriam testados.

A Arte de Telefonar

O Paquistão tem o FMI à porta, um exército que governa por baixo do governo e uma fronteira de novecentos quilómetros com o Irão. Em março de 2025, era também o país que Washington e Teerão usavam como câmara de compensação. Não apesar da fragilidade — por causa dela. Os melhores mediadores são os que têm mais a perder se a crise escalar.

Escoltar o perigo

Em 1988, o USS Samuel B Roberts regressava de uma missão de escolta quando uma mina iraniana abriu um rombo de nove pés no seu casco. Quase quatro décadas depois, Washington calcula se consegue fazer o mesmo sem o mesmo resultado. O problema não é vontade política. É que os navios de guerra americanos têm casco simples — e os petroleiros que escoltam têm casco duplo. Em 1987, foi o petroleiro que sobreviveu intacto. Os destroyers ficaram atrás, protegidos pelo navio que deviam proteger.

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