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Estados Unidos

Carta de Zelensky a Putin: pressão política com forma de convite

A carta que Zelensky enviou a Putin a 4 de junho de 2026 não é diplomacia. É uma peça de guerra política com três destinatários reais — e Putin não é o mais importante. Análise do mecanismo, dos números e do risco que o texto não resolve.

Dossiê: A Guerra da Ucrânia

Cronologia, mapa de leitura e arquivo da cobertura analítica do Arcana News sobre a guerra da Ucrânia — da invasão em larga escala às negociações de 2026.

Dólar, tarifas e poder americano

Dólar, tarifas e poder americano organiza os textos do Arcana News sobre hegemonia monetária, desequilíbrios globais, tarifas de Trump, sistema financeiro internacional e pressão geoeconómica.

Portugal e os cabos submarinos: o nó atlântico com responsabilidade desproporcional

Portugal é o único país do mundo com ligações diretas por cabo submarino a todos os continentes exceto a Antártida. Cerca de 75% dos cabos de dados transatlânticos passam pela sua ZEE ou amarram no seu território. A Segunda Cimeira Internacional sobre a Resiliência dos Cabos Submarinos realizou-se no Porto em fevereiro de 2026. Duas semanas depois, o Sparta IV manobrou ao largo de Peniche. O intervalo entre o reconhecimento institucional do problema e a capacidade de resposta operacional tem uma medida exata: catorze dias.

Frota russa no Atlântico: o Sparta IV, o Ursa Major e a rota que as sanções não bloqueiam

Em fevereiro de 2026, o Sparta IV — navio da Oboronlogistika, ligada ao Ministério da Defesa russo — manobrou durante três dias ao largo de Peniche, dentro da ZEE portuguesa. Meses antes, o Ursa Major, da mesma rede, afundara ao largo de Espanha após três explosões. Em maio de 2026, um cargueiro Sparta reabasteceu a base aérea russa de Khmeimim na Síria. A frota que liga estes episódios está sob sanções americanas desde 2022 — e continua a operar.

O dólar e os seus inimigos

O dólar não é apenas uma moeda. É a infraestrutura invisível da ordem económica internacional. Este dossiê acompanha a crise do privilégio monetário americano, da arquitetura dos desequilíbrios globais à sequência jurídica das tarifas de Trump.

Section 301 e os limites do poder tarifário de Trump: o último instrumento

A Section 301 é o último instrumento tarifário com base legal disponível. Investigações que cobrem 99 por cento das importações americanas, num calendário declaradamente sincronizado com a expiração da Section 122, colocam a administração numa posição em que as suas próprias declarações públicas são a evidência mais relevante para os tribunais.

A tarifa seguinte já está pronta

O Supremo derrubou as tarifas IEEPA. O Tribunal de Comércio Internacional derrubou a Section 122. A Section 301 já está em curso. Cada instrumento bloqueado é substituído antes que o anterior caia — e os efeitos económicos acumulam-se independentemente do que os tribunais decidem.

Crise de Ormuz e circulação energética

A crise de Ormuz mostra como energia, guerra, seguros marítimos e circulação global continuam dependentes de um corredor físico estreito no Golfo Pérsico.

Hegemonia do dólar: 5 razões para entender os desequilíbrios globais

O sistema financeiro internacional que beneficia os Estados Unidos só funciona porque Washington aceita um custo estrutural que nenhum outro país suportaria. A decisão de recusar esse custo — sem abdicar do privilégio — é uma impossibilidade aritmética. Este texto analisa o mecanismo, o argumento jurídico que o encobre e o que vigiar a seguir.

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